ABAIXO
ASSINADO PELO CONTROLE ÉTICO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
Diariamente
nos deparamos com dezenas de animais pelas ruas de Aracaju,
além de trazer ameaças a saúde pública,
os mesmos ficam sujeitos a todos os tipos de crueldades.
A OMS
(Organização Mundial de Saúde) afirma que
a captura e extermínio de animais é um método
caro, cruel e ineficaz de controle populacional, uma vez que
a taxa de crescimento da população canina e felina
sobrepõe a capacidade de eliminação. Dados
da American Humane Society alertam que uma gata não
castrada pode ser responsável por 420 mil filhotes
durante seu período de procriação (7 anos).
Da mesma forma, uma cadela gerará 67 mil descendentes
em seis anos. A OMS orienta a esterilização
em massa de cães e gatos e trabalhos educativos sobre
posse responsável como forma de garantir a saúde
pública e o bem-estar animal.
Maltratar animais
é crime (Lei 9.605/98) e queremos que as crianças
brasileiras cresçam respeitando todas as criaturas vivas,
pois essa é a primeira lição para respeitar
ao próximo. Queremos um Brasil ético e justo para
humanos e animais.
Em Aracaju, segundo
dados do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) 428 cães
foram diagnosticados com Leishmaniose
visceral e 258 sacrificados só no ano
de 2007. Em humanos foram constatados 12 casos no ano de 2004,
14 casos em 2005, 21 casos em 2006 e 24 casos em 2007, o que
mostra claramente que a doença está crescendo
a cada ano e que o método de controle utilizado é
ineficaz, colocando em risco vidas humanas e animais.
E é a
legitimidade democrática que nos confere representatividade,
para apresentar a todos os brasileiros e a cidadãos de
outros países, que expomos o nosso grito de repúdio,
de compaixão e espanto contra atos que desmerecem a razão,
rebaixam o espírito e denigrem a espécie humana.
Para isso solicitamos urgentemente:
1- Políticas
públicas de esterilização de animais domésticos,
como forma de controle populacional, através de convênios
com clínicas veterinárias, ONGs, associações
e hospital veterinário;
2- Trabalhos
educativos (posse responsável e educação
para saúde) constantes em escolas e bairros da nossa
cidade;
3- Ações
efetivas contra a Leishmaniose “Calazar”, combatendo
o mosquito vetor da doença conforme o Manual da Vigilância
e Controle da LV (Leishmaniose visceral), que orienta trabalhos
educativos, controle químico, saneamento básico
e identificação do foco (vetor).
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